Desvalorização do Real puxa preços do açúcar para baixo; etanol rompe R$ 1.900 o m³

30/09/2020
Imagem: leungchopan, de envatoelements
Imagem: leungchopan, de envatoelements

Com a menor cotação em 4 meses, o Real pesou ontem no mercado mundial de açúcar, puxando para baixo as cotações da commodity que fechou no vermelho em todos os lotes das bolsas internacionais. Com a desvalorização da moeda brasileira, os produtores correram para a bolsa e tentaram vender antecipadamente seus futuros do açúcar, o que pressionou os preços que vinham subindo no final da última semana.

Em Nova York a commodity fechou ontem (28) no vencimento outubro/20 em 12.59 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 41 pontos no comparativo com os preços praticados na sexta-feira (25). Já o vencimento março/21 recuou 46 pontos, negociado em 13.05 cts/lb. As demais telas caíram entre 20 e 43 pontos, cada.

Já em Londres o vencimento dezembro/20 derreteu 9,50 dólares, negociado em US$ 367,00 a tonelada. A tela março/21 foi comercializada em US$$ 366,30 a tonelada, desvalorização de 10,20 dólares. Os demais lotes caíram entre 5,60 e 9,30 dólares.

Segundo operadores ouvidos pela Reuters, "o mercado se deteriorou à medida que o real acelerou suas perdas ante o dólar, o que levou o Banco Central a vender a divisa norte-americana no mercado à vista pela primeira vez em mais de um mês".

Mercado doméstico
No mercado interno o açúcar cristal iniciou a semana em alta pelo indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada ontem em R$ 88,23, contra R$ 88,03 a saca da sessão anterior, valorização de 0,23% no comparativo entre as datas.

Etanol diário
Já o etanol hidratado rompeu a barreira dos R$ 1.900,00 o metro cúbico nesta segunda-feira pelo indicador Esalq/BM&F Bovespa, Posto Paulínia, negociado em R$ 1.905,00 o m³, alta de 0,63% no comparativo com os preços praticados na sexta-feira.

Fonte: Udop

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